Disfunçoes Sexuais​

Está na hora de quebrar o tabu.

Qualquer pessoa, em qualquer momento da sua vida,  pode vir a experimentar uma disfunção ou um problema na sua sexualidade impedindo-a de viver uma vida sexual satisfatória e gratificante.
Esses problemas podem gerar dor, desconforto e insatisfação. Podem ser originados por questões psicológicas, neurológicas, físicas ou medicação. É importante entender o que é disfunção e quando procurar ajuda.

A disfunção sexual é a incapacidade que impede a pessoa de desfrutar plenamente de uma relação sexual. São problemas que afectam homens e mulheres de qualquer idade, no entanto de diferentes formas. A causa mais comum que afecta a vida sexual é o stress, porém outras causas como diabetes, trauma sexual, uso de drogas ou de alguns medicamentos podem interferir na actividade sexual saudável.

TRANSTORNO DO ORGASMO FEMININO - anorgasmia

Estudos conduzidos em Portugal  apontam que 47% das mulheres entre 18 e 59 anos têm queixas sexuais. E, dentre essas queixas, 32% descrevem anorgasmia.

A Anorgasmia ou Transtorno do Orgasmo Feminino pode ser definido como uma inibição recorrente ou persistente do orgasmo, ou seja ausência ou atraso do orgasmo mesmo quando há estimulação adequada durante o ato sexual ou durante praticas de  toque intimo.

Algumas mulheres tendem a negar a importância do orgasmo para se adaptar à disfunção.  Frustradas, acabam ficando desinteressadas por sexo. 

Existem 4 tipos de anorgasmia:

  • Anorgasmia Primária: a paciente nunca teve a experiência de sentir um orgasmo;
  • Anorgasmia Secundaria: a paciente costumava sentir orgasmos, mas deixou de ter;
  • Situacional: o orgasmo só não é obtido em algumas situações, como durante o sexo vaginal ou com um determinado parceiro, mas o prazer ocorre normalmente durante a masturbação ou sexo oral, por exemplo;
  • Generalizada: incapacidade de sentir orgasmo em qualquer situação.

A dificuldade de atingir o orgasmo ainda é muito pouco diagnosticado e consequentemente tratado…

O QUE É O ORGASMO? 

O orgasmo é uma das fases da resposta sexual humana, que acontece após a fase de excitação sexual adequada em termos de intensidade e duração.

É uma sensação de intenso prazer físico mediado pelo sistema nervoso autónomo. Normalmente resulta da estimulação das terminações nervosas do clitóris.
Este por sua vez percebe a estimulação, envia a informação ao cérebro que responde com uma descarga de neurotransmissores, uma descarga eléctrica,  frequentemente associada a outras ações involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo e uma sensação geral de euforia.

SINTOMAS DE ANORGASMIA:

– Dificuldade em atingir or orgasmo,  infrequência acentuada ou ausência de orgasmo.

– Intensidade muito reduzida das sensações orgásmicas.

– Há pelo menos 6 meses com sofrimento da mulher e que não seja causada por outro fator psicológico. Pode ter sido adquirido ou surgido já no início da vida sexual. Pode ainda ser generalizada ou situacional, leve, moderada ou grave.
Quando não existe uma causa orgânica associada,  o transtorno está relacionado a problemas psicossociais e ou/ psico-emocionais da mulher.

O auxílio de um psicólogo ou terapeuta sexual é suficiente para auxiliar a situação.

ETIOLOGIA – CAUSAS: 

Este transtorno tem origem em possíveis experiências traumáticas na  historia sexual da mulher. Os  problemas de infância ou factos na vida que afetam a percepção do prazer no sexo, como repressão dos pais, crenças religiosas ou traumas causados por abusos sexuais, por exemplo.

Condições médicas e medicação  também influenciam muito na experiência do orgasmo.

Mas sobretudo  o baixo autoconhecimento erótico, problemas relacionados com interesse/excitação sexual, problemas de relacionamento conjugal e outras dificuldades emocionais.

TRATAMENTO

Fazer terapia sexual  ajuda a identificar o que causa o bloqueio no momento do contacto íntimo e a encontrar soluções para superar esse problema.

Além disso, a psicoterapia também ajuda a avaliar problemas da infância ou factos na vida que afetam a percepção do prazer no sexo, como a repressão dos pais, crenças religiosas ou traumas . A terapia também pode ajudar a tratar problemas actuais que possam estar a causar stress e ansiedade,  fatores estes que se vão reflectir no contato íntimo.

 

 

 

O vaginismo é uma acção/contração involuntária da musculatura vaginal,  que dificulta a penetração e causa dor durante o ato sexual.

Dependendo de mulher para mulher, este espasmo vaginal pode ser mais leve, induzindo apenas alguma tensão ou desconforto durante o acto sexual, ou pode ser mais severo, impedindo por completo a penetração, quer seja pelo pénis, por dedos, um tampão ou até um espéculo ginecológico. 

ormalmente, na base do vaginismo existe uma combinação de estímulos físicos e psicológicos/emocionais, que levam a mulher a antecipar dor durante o ato sexual. Estamos, portanto, perante uma disfunção influenciada por ansiedade antecipatória. Reagindo à antecipação de dor, o corpo automaticamente contrai-se, apertando os músculos vaginais – como se estivesse a tentar “proteger-se”. Deste modo, a tentativa de penetração torna-se impossível ou muito dolorosa. Com as sucessivas tentativas de penetração, a dor ou o desconforto sentido, reforçam a resposta reflexa de contração muscular, ou seja, intensifica o problema. A mulher sente cada vez mais dor e antecipa cada vez mais que esta pode ocorrer na penetração, mantendo um ciclo negativo de ansiedade – o chamado “ciclo da dor”.

 CAUSAS:

– Ter tido uma primeira relação sexual muito dolorosa.

– Constantes relações sexuais dolorosas no passado.

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– Achar que a vagina é muito pequena para o pénis do parceiro.

– Abuso sexual ou testemunho de abuso sexual.

– Pensamentos negativos em relação ao sexo.

-Medo de engravidar, medo de ser mãe.

– Trauma relacionado com o parto.

– Doenças como infecção urinária, endometriose, tumores pélvicos.

– Pode estar intimamente relacionado com outras formas de dispareunia, podendo ser inclusivé uma consequência desta.

Mulheres que tenham dispareunia podem desencadear episódios de vaginismo devido ao medo de se confrontarem com as dores durante um acto sexual.  Nestes casos o vaginismo torna-se mais uma causa de dor além da causa original.

SINTOMAS:

 A dificuldade ou, até, a impossibilidade de penetração é o principal sintoma.

Além desse, dores durante o conctato íntimo, ardência ou contração da vagina e desconforto durante exames ginecológicos ou inserção de absorventes internos, são sintomas que podem ser observados em mulheres com vaginismo.

TRATAMENTO:

O tratamento é realizado através de terapia sexual acompanhada, quase sempre necessário, por fisioterapia pélvica.

TRANSTORNO DA DOR GENITO-PÉLVICA - VAGINISMO​

A dor que ocorre durante as relações sexuais  pode ocorrer em qualquer idade, pode aparecer no começo das relações sexuais, no meio, durante a penetração ou fora dela, no momento do orgasmo ou até mesmo depois que as relações acabaram.

A dor pode ser ardente, aguda, causticante ou espasmódica; pode ser externa, na vagina, ou dentro da região pélvica ou do abdômen. A dispaurenia retira o prazer sexual de uma pessoa e pode interferir na excitação sexual e no orgasmo. O medo da dor pode produzir ansiedade, tensão e afetar os reflexos que produzem a excitação. Em muitos casos a pessoa acaba evitando o ato sexual ou abstendo-se de todas as formas de contato sexual, com implicações até no retraimento das relações.

Dependendo da gravidade e da intensidade do problema, o “trauma”, arquivado pelo reflexo neuro-muscular no corpo da pessoa, vai se abrindo e sobrepondo a experiência traumática com novas informações relativas ao prazer e ao orgasmo.

SINTOMAS:

O sintoma mais típico da dispareunia é uma dor aguda ou sensação de ardência que surge logo no início da penetração.

 – Dificuldade na penetração vaginal durante a relação sexual.

– Dor vulvovaginal ou pélvica intensa durante a relação sexual vaginal ou nas tentativas de penetração.

– Medo ou ansiedade intensa de sentir dor vulvovaginal ou pélvica antes do acto sexual.

– Tensão ou contração muscular acentuada nos músculos do assoalho pélvico durante as tentativas de penetração vaginal.

– há pelo menos 6 meses com sofrimento da mulher e que não seja causada por outro fator psicológico. Pode ter sido adquirido ou surgido já no início da vida sexual. Pode ainda ser generalizada ou situacional, leve, moderada ou grave.

CAUSAS:

A dispareunia pode ter origem em factores psicológicos como depressão, ansiedade, stress, contacto com a sexualidade precoce, historia de abuso sexual, educação repressora, crença religiosa muito rígida, baixa-estima, sentimento de culpa em relação à sexualidade, baixa libido sexual generalizada, falta de desejo sexual pelo parceiro…

A dispareunia pode também ter causas físicas, tais como inflamações ginecológicas, infecção urinária, lesões da pele ao redor da vulva, mioma uterino, etc.

Às vezes, um desses distúrbios (tais como miomas) faz com que o útero fique preso em uma direção inclinada para trás (chamada retroversão), resultando em dor profunda. A Forte contração indesejada (involuntária) dos músculos da pelvis (chamada hipertonia muscular pélvica) pode causar ou resultar de dor profunda.

TRATAMENTO:

O tratamento é realizado através de terapia sexual acompanhada, se necessário, por fisioterapia pélvica.

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DISPAREUNIA (Dor no Sexo)​

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COMO FUNCIONAM AS SESSÕES?

O número mínimo recomendado é de 3 sessões.

Os preços variam se forem sessões online ou presenciais. Variam se a  compra das sessões for o pacote de 3 ou sessões isoladas:

Pacote de 3 sessões online – 50€ a sessão

Sessão avulso online – 55€ a sessão

Pacote em gabinete e presencial- 75€ a sessão

Sessão avulso em gabinete e presencial: 1º sessão – 90€ Sessões seguintes – 75€

*Se se deu inicio à terapia  via online mas o trabalho precisa ser continuado em gabinete para terapia somática e sexual em presença, os valores das sessões em gabinete serão sempre 75€. Os 90€ não estão incluídos.  

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